Todas as Publicações do Distrito

Instituto virtual: futuro do Rotary?

Mensagem para o mês de outubro do Diretor de Rotary International 2019-21, Mário César Camargo “Eu nunca penso no futuro. Ele não tarda a chegar.” – Albert Einstein Os efeitos da pandemia no Rotary ainda serão objeto de análises e estudos. O momento corrente é tão esfumaçado e nebuloso quanto as queimadas pantaneiras, considerando-se os eventos recentes. A pandemia atropelou o Instituto Rotary do Brasil presencial, limitado aos governadores. Por outro lado, ao migrar para o ambiente virtual, abriu oportunidades para a participação do mundo do Rotary em nosso país, formado por mais de 52 mil voluntários. E de forma gratuita, por óbvio, como parece ser expressiva parcela das iniciativas digitais. O chair Valdomiro Oliveira Junior, o cochair Henrique Trindade e eu estávamos apreensivos. Nunca antes na história do Rotary (opa: essa frase saiu sem querer, mas é verdadeira) havíamos estruturado um Instituto virtual. Mas a transformação, que tomaria cinco anos, nos concedeu cinco meses. Com um detalhe: orçamento zero, quando um Instituto custa entre 500 mil e 1 milhão de reais. O evento começou no dia 11 de setembro e terminou no dia 13. O balanço? Interessante quiçá seria a melhor sensação. Vamos à contabilidade dos pontos negativos e positivos. Conteúdo: superior em termos de (re)conhecimento rotário. Vários atores de sucesso tiveram palco, como campeões de desenvolvimento do quadro associativo, de captação para a Fundação Rotária e novos modelos de clubes. Pela primeira vez, incorporamos o Rotaract e o Interact ao programa oficial e contamos com três presidentes internacionais: o atual, Holger Knaack; o eleito, Shekhar Mehta; e Jennifer Jones, a escolhida para presidir o Rotary em 2022-23. Tivemos o seminário Mulher em Rotary, com participação de Sylvia Whitlock, primeira presidente de clube na história de nossa organização, e sessões dedicadas ao Instituto de Liderança Rotária; aos Núcleos Rotary de Desenvolvimento Comunitário; à Academia Brasileira Rotária de Letras; à revista Rotary Brasil; às Obras Sociais Irmã Dulce; ao Intercâmbio de Jovens; à Associação Brasileira da The Rotary Foundation (ABTRF); à erradicação da pólio, com a presença de Ann Lee Hussey, ex-governadora de distrito do Maine, nos Estados Unidos, e vítima da doença; além de depoimentos emocionantes de ex-intercambistas e famílias hospedeiras cujas vidas mudaram com essa experiência. Perdemos em termos de atração externa, celebridades, políticos ou líderes profissionais. Custo: sem comentários, nada bate custo zero. Pontualidade: imbatível. Com vídeos pré-gravados e controle rígido de tempo pelo Zoom, as sessões terminaram no horário. Quando excediam, o tempo era compensado no bloco posterior. Uma lição para o Instituto presencial em Salvador, no ano que vem. Audiência: os Institutos presenciais no Brasil são dos maiores do mundo, com 1.500 participantes (Índia e Filipinas nos superam, com mais de 2.000). Nesse Instituto virtual, segundo relatório do YouTube, contabilizamos 5.725 inscritos e 2.600 visualizações nas plenárias [os números correspondem ao dia 14 de setembro], acrescidos da turma de controle no Zoom. Creio que o objetivo de expandir o horizonte além dos governadores foi alcançado. Em vários depoimentos, rotarianos cujos conhecimentos limitavam-se às conferências distritais confessaram interesse em adquirir aprendizado comparecendo ao próximo Instituto presencial. Efeito positivo: o de criar demanda por informação. De negativo, naturalmente, a falta do aperto de mão, a fofoca no café e no bar do hotel, o abraço afetuoso na chegada, a saudade que só o olho no olho supre. Rotariano precisa disso. Feito inusitado: desde o meu primeiro Instituto, em Brasília, no ano de 1998, não me recordo de ter participado de outro com foco em captação de recursos para a Fundação Rotária. Mas, fato inédito, um desafio lançado pelo coordenador regional da Fundação Rotária Hiroshi Shimuta, de conceder pontos para a outorga de títulos Companheiro Paul Harris, secundado por Marcos Franco, da ABTRF, almejava arrecadar 60 mil dólares. Em seguida, escalou o repto, no que foi bancado pelo governador Watson Travassos, com 50 mil dólares, seguido pelo membro da Sociedade Arch Klumph Oswaldo Takata, com 30 mil dólares, e pela ex-governadora Maria Vital, com 10 mil dólares. Resumo da ópera: 240 mil dólares arrecadados no Instituto para a Fundação Rotária. Uma evidência de que, mesmo em tempos de crise, oportunidades incríveis são geradas por rotarianos com espírito de Dar de Si Antes de Pensar em Si. Conclusão? O futuro é híbrido, com o presencial e o virtual correndo concomitantemente. A expectativa é mesclar os pontos positivos de um ambiente aos do outro. Onde havia uma ameaça, o Rotary prova mais uma vez que abre oportunidades pela conexão com o mundo. Não pensamos no futuro: ele já está entre nós.  

Os clubes são os líderes para mudança

Mensagem para o mês de outubro do Presidente de Rotary International 2020-21, Holger Knaack Durante uma reunião recente pelo Zoom com rotarianos e rotaractianos, olhei para os rostos sorridentes na minha tela e percebi o quanto nossa organização mudou em um curto espaço de tempo. Ficou claro que não há como as coisas voltarem a ser como antes no Rotary — e eu vejo isso como uma oportunidade! Inovações e mudanças estão ocorrendo em tantos níveis que tivemos que repensar e refazer o Rotary. A nova flexibilidade que temos na nossa organização está se mesclando à cultura digital para impulsionar mudanças de maneiras que muitos de nós não conhecíamos. Podemos aprender muito com pessoas como Rebecca Fry que, apesar de ter só 31 anos de idade, já tem 15 anos de experiência no Rotary. Vejo o Rotary como uma plataforma fenomenal para mudar o mundo. Acredito que posso ter uma influência maior e capacitar outras pessoas a criarem a mudança que desejam ver no mundo. Tenho uma nova perspectiva do que é liderança graças às experiências que tive no RYLA e no Rotaract, e também à oportunidade de servir como presidente fundadora do Rotary Social Impact Network, que é um novo e-club. Envolver ex-participantes de programas rotários é fundamental para a formação de novos clubes. Nosso clube é a prova de que rotaractianos e ex-participantes de programas querem ingressar no Rotary, mas isso às vezes não acontece por não conseguirem encontrar o clube certo. Nosso clube tem 31 associados, com idades entre 23 e 41 anos, e quase todos participaram de programas do Rotary. Precisamos integrar e alinhar o Rotary aos nossos objetivos pessoais e profissionais. A proposta para a fundação do clube foi projetar um modelo personalizado de Rotary que se concentra em agregar valor aos associados. Também procuramos alavancar as conexões — através dos Grupos de Companheirismo, Grupos Grupos Rotary em Ação e parcerias internacionais — a fim dos nossos associados vivenciarem o Rotary além do clube. Nosso clube se reúne e gerencia a maioria dos seus projetos on-line por meio do Microsoft Teams, uma plataforma que permite engajar nossos associados 24 horas por dia. Isto significa que nosso clube não está geograficamente vinculado a nenhum local, e por isso, temos companheiros na Austrália, Alemanha, Itália, México, Tanzânia e Estados Unidos. Outra característica que temos é que medimos o impacto dos nossos projetos. Para o mês de julho, criamos uma campanha de conscientização sobre a importância de reduzir o uso de plásticos que chegou a mais de 6.000 pessoas. Este é um projeto com impacto tangível do qual qualquer um pode participar, de onde quer que esteja. Tenho muito orgulho de que, por meio do nosso clube, estamos reunindo as pessoas em um novo tipo de experiência rotária. O futuro nos aguarda. Todos os Rotary Clubs podem inovar, assim como o clube da Rebecca. Temos que confiar e aprender com eles, e lhes dar todo apoio. As mudanças no Rotary acontecem nos níveis básicos, com os clubes na linha de frente definindo o que este novo Rotary pode e deve ser. A mudança é constante, e temos muito há fazer em diversas áreas. É importante celebrarmos as contribuições de pessoas de todas as origens e promovermos representantes de grupos sub-representados para participem mais do Rotary. Temos ao nosso alcance as ferramentas para tornar o Rotary mais inclusivo, mais relevante e mais divertido. Vamos usá-las e veremos como O Rotary Abre Oportunidades para nós e para todos os quais que cruzam o nosso caminho.

Rotary e grupo “Os Monarcas” promovem live em prol do combate a poliomielite

Evento musical online arrecada recursos para iniciativas humanitárias   No mês de outubro, o grupo “Os Monarcas” irá unir música tradicional gaúcha e solidariedade. Em parceria com o Rotary, será realizada uma live com o objetivo de conscientizar sobre o combate a poliomielite e arrecadar recursos para projetos humanitários da Fundação Rotária*. O evento online acontece no dia 11 de outubro, das 19 às 21:30 horas, transmitido no canal oficial do grupo e nas redes dos Distritos** 4730 e 4700. A ideia do evento musical surgiu em uma das reuniões do Rotary Club Curitiba Guabirotuba do Distrito 4730, organizador da live.  “Pensamos como poderíamos divulgar de forma ampla a importância das ações do Rotary no enfrentamento a poliomielite. Um dos nossos associados conhecia o grupo ‘Os Monarcas’ e sugeriu essa parceria unindo música, conscientização e arrecadação de recursos. A iniciativa foi abraçada pelo Distrito e juntamos forças também com o Distrito 4700, do Rio Grande do Sul”, conta Francisco Borsari, presidente do clube Guabirotuba.  Com duas horas e meia de duração, a live terá diversas formas disponíveis de contribuição. Espectadores podem participar por meio do QR Code de doação que será disponibilizado na transmissão e durante o leilão de produtos típicos da cultura gaúcha (cuia, bombas de chimarrão personalizadas, entre outros). Para empresas, estão disponíveis opções de patrocínio e apoio ao evento.  “Os Monarcas” serão responsáveis pela programação, repleta dos grandes sucessos do grupo musical gaúcho. Formado por 13 integrantes, o conjunto preservam a autenticidade da música tradicional do Rio Grande do Sul e tem uma das carreiras de maior longevidade, com 47 anos de estrada e 45 gravações publicadas. “Os Monarcas” colecionam diversos prêmios musicais e dez discos de ouro, entre eles três DVDs. “A maior conquista tem sido manter a formação com um grupo sólido e talentoso, com artistas implacáveis. A cada etapa da carreira, a família ‘Os Monarcas’ aumenta o número dos integrantes e mostra porque está entre os maiores grupos de música tradicionalista gaúcha”, afirma a página do grupo. A live “Rotary e Os Monarcas” acontece no dia 11 de outubro, das 19 às 21:30 horas. Para assistir o evento, basta acessar uma das redes transmitindo o evento, você pode conferir todas as opções em rotaryeosmonarcas.carrd.co.   Rotary e Os Monarcas | Distrito 4730 e Distrito 4700 Data: domingo, 11 de outubro de 2020; Horário: 19 às 21:30 horas; Onde assistir: Canal Os Monarcas - Youtube (bit.ly/monarcas-yt) |  Distrito 4730 - Facebook (bit.ly/d4730-face) | Distrito 4700 - Facebook (bit.ly/d4700-face) | Confira todos os links em rotaryeosmonarcas.carrd.co; Evento online e gratuito.   ____________ * A Fundação Rotária (TRF) é o  braço filantrópico do Rotary, criado para fins humanitários e educacionais, que lidera esforços de acabar com a pólio e promover a paz. Rotarianos e amigos do Rotary apoiam o trabalho da Fundação através de contribuições voluntárias. A Fundação trabalha para acabar com a pólio, financia projetos através de subsídios e assume outras iniciativas globais.   ** Distrito são áreas administrativas que agrupam clubes de Rotary. o Distrito 4730 é composto pela região de Curitiba e Região Metropolitana, Litoral e Campos Gerais do Estado do Paraná. O Distrito 4700 é composto pela região de Caxias do Sul, Vale do Taquari, Região Norte e Serra Gaúcha do Rio Grande do Sul

Cuidados com a saúde mental: como solicitar o auxílio da Comissão de Apoio a Rotarianos

Iniciativa criada pelo Distrito 4730 disponibiliza suporte de profissionais voluntários a associados   Setembro Amarelo é o mês internacional da conscientização sobre a saúde mental e, apesar de estarmos chegando ao fim do mês, o cuidado com a saúde mental dos rotarianos é constante. Especialmente com a pandemia provocada pela covid-19 que exigiu que os cuidados com a saúde mental se tornam ainda mais importantes. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), estudos recentes mostram um aumento da angústia, ansiedade e depressão. “Mesmo nestes momentos de maior distanciamento físico, as pessoas podem manter vínculos sociais e cuidar da saúde mental”, afirma a instituição.   Para auxiliar associados do Rotary, o Distrito 4730 desenvolveu uma iniciativa especial: a Comissão de Apoio a Rotarianos. O projeto mantém uma lista de voluntários preparados para fornecer apoio contábil, legal e psicológico. “Os rotarianos que precisam do auxílio podem entrar diretamente em contato com o voluntário e combinar como vai funcionar. Estabelecemos esse processo para garantir a liberdade e privacidade dos associados”, descreve Vinicius Cabral e Silva, voluntário e coordenador da iniciativa.   A ideia de um grupo de apoio para associados surgiu a partir da criação da Comissão de Promoção dos Profissionais Rotarianos. Atualmente, o projeto conta com 17 voluntários e todas as consultas acontecem por teleatendimento. “O objetivo agora é aumentar o número de voluntários, encontrar profissionais disponíveis nas cidades do Distrito 4730”, explica o coordenador.    Segundo Vinicius, a Comissão de Apoio a Rotarianos deve permanecer ativa enquanto houverem voluntários disponíveis. Para conferir quais as áreas de atuação dos profissionais e solicitar apoio, basta acessar a lista divulgada no site do Distrito 4730 is.gd/Voluntarios4730    

Rotary: treinamento apoia trabalho de educadores sociais

Como mudar a vida de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade se não há um relacionamento adequado entre os educadores e as pessoas que eles querem ajudar?  Foi com esse problema em mente que membros do Rotary de São Paulo e da Alemanha se uniram para criar um treinamento de capacitação para educadores sociais na maior cidade do Brasil. O projeto teve início em 2017, em uma parceria entre membros do Rotary Club de São Paulo e do Rotary Club Kempen-Krefeld, da Alemanha. Ao adotar quatro crianças brasileiras, Jünger Schmitz, membro do clube alemão, se deparou com um cenário de pouco preparo emocional dos profissionais que lidavam com crianças e adolescentes vulneráveis na capital paulista. Ele buscou o apoio do Rotary Club de São Paulo e, juntos, os clubes desenvolveram um projeto para realizar um treinamento inovador, focado em melhorar a comunicação e o relacionamento entre educadores e jovens. “Decidimos fazer o treinamento em cinco seminários, com um tópico diferente para cada seminário”, conta Márcio Arroyo, membro do Rotary Club de São Paulo, responsável por liderar o projeto. “O clube definiu as instituições [participantes] e como iríamos fazer o projeto”, explica. Já para montar o programa do que seria ensinado aos educadores, eles buscaram ajuda especializada. O programa do treinamento foi desenvolvido por Ronaldo Campos, diretor da Comunidade Terapêutica Filhos da Luz, especializada no atendimento de dependentes químicos. Trabalhando com educadores sociais, Campos via que, muitas vezes, os profissionais não tinham o equilíbrio emocional necessário para lidar com os jovens em situação de vulnerabilidade, porque estes próprios profissionais enfrentavam problemas emocionais em suas famílias. “A maior parte dos problemas relacionados à violência começa nos padrões de comunicação interna das famílias. O maior potencial de mudança social se dá quando não há culpa ou julgamento. A causa da violência no mundo começa quando emitimos julgamento do comportamento do outro.”, aponta Campos. Desse modo, o treinamento foi montado com base em dois importantes pilares: a comunicação não-violenta (CNV) e o desenvolvimento de propósitos de vida. “O objetivo do treinamento é a expansão da consciência. As pessoas precisam encontrar significado na vida e no trabalho”, explica. Na CNV, não se usa palavras que julguem ou dominem a outra pessoa, como o verbo “mandar”, por exemplo. Fazer com que os educadores encontrassem seu próprio propósito de vida era fundamental para que eles pudessem ajudar os jovens a encontrar novos caminhos fora da dependência química. “A dependência química é a doença do egoísmo. Eles só pensam em si, não pensam na família, na sociedade. A pessoa não tem um propósito a seguir e, aí, qualquer caminho serve”, diz Campos. O primeiro treinamento aconteceu na Comunidade Terapêutica Filhos da Luz no primeiro semestre de 2019. A turma teve a participação de 40 profissionais, alguns da comunidade e outros de instituições que foram convidadas a participar do curso. “A ideia é fazemos em quatro pontos diferentes de São Paulo para atingirmos as entidades locais”, conta Arroyo. A segunda turma aconteceu no segundo semestre do ano passado, no Centro Assistencial Cruz de Malta, com 43 participantes, e a terceira turma teve início em março deste ano na Associação Evangelista Beneficente, com 42 educadores sociais. No total, aponta Arroyo, o projeto inclui a capacitação de 300 profissionais em oito treinamentos em diferentes instituições de São Paulo. O impacto dos treinamentos é algo sentido tanto pelos educadores quanto pelos jovens assistidos. “Durante o curso, eu ia acompanhando a avaliação dos participantes e a satisfação foi muito grande. A ideia também é que eles repassem os ensinamentos do curso a seus colegas”, afirma Arroyo. Sobre os jovens, Campos conta que “eles entendem que só se recuperam quando ajudam os outros”. “Do que os residentes têm mais se beneficiado é de ter encontrado um propósito de vida”, afirma. No total, o Rotary investiu US$ 45.700 neste projeto, incluindo a compra de mais de 900 livros, além de equipamentos e suprimentos para a realização dos cursos.

Mês da Educação Básica e Alfabetização: conheça as iniciativas do Rotary 

Instituição atua em diversos países, capacitando educadores e incentivando o aprendizado   Setembro no Rotary é o mês de focar em ações na área de enfoque “Educação básica e Alfabetização”. Mais de 775 milhões de pessoas no mundo com mais de 15 anos são analfabetas, segundo dados do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Somente no Brasil, são cerca de 11 milhões de analfabetos, uma taxa de 6,8% e que ainda está distante de alcançar a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), para erradicar o analfabetismo até 2024.   Para mudar estes números, o Rotary coordena projetos e iniciativas para fortalecer a capacidade das comunidades apoiarem a educação básica e alfabetização, reduzir disparidade de gêneros na área educacional e aumentar a alfabetização de adultos. Com o apoio da Fundação Rotária, a instituição já participou na criação e melhorias de escolas, ofereceu treinamentos e bolsas de estudos e incentivou a alfabetização de adultos por meio da introdução de programas comunitários.   Capacitação de professores Ir à escola não é o suficiente para resolver o problema do analfabetismo. Orientar e capacitar professores é essencial para aumentar os índices de aprendizado infantil. O Rotary, as Nações Unidas (ONU), a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e outras organizações estão adotando essa abordagem para ajudar os professores a prepararem aulas que garantam um aprendizado efetivo. “O educador tem o poder de transformação.  Investir só em infraestrutura e espaço físico pode não dar resultado nenhum se não houver profissionais treinados e motivados. A valorização dos professores é essencial pra melhorar a educação”, afirma Marcele Minozzo,  diretora de projetos humanitários do Rotary Club Satélite de Curitiba Norte Inspiração.   “Quando estávamos fundando o nosso clube, imaginando quais seriam nossos valores e  nossos objetivos, fizemos um brainstorming. Pensamos como nós poderíamos mudar o mundo e educação foi um tema muito recorrente”, conta Minozzo. No Distrito 4730, o Curitiba Norte Inspiração está elaborando uma iniciativa para capacitar professores de um centro educacional infantil. O projeto tem como objetivo oferecer treinamentos e workshops para os professores, que devem aplicar os aprendizados em sala e escrever um artigo sobre a experiência. Para reconhecer e valorizar os trabalhos realizados em sala de aula, os três artigos com a melhor classificação serão publicados e o selecionado como vencedor receberá um prêmio.    Alfabetização infantil De acordo com a Comissão Internacional de Financiamento de Oportunidades Educacionais Globais - criada para defender um maior investimento na área -, até 2030 aproximadamente 264 milhões de crianças carentes não terão os conhecimentos básicos do nível primário e apenas três em cada dez atingirão níveis mínimos de leitura, caso iniciativas para combater esses números não comecem a ser executadas agora.   Criado há cinco anos, o projeto Linha de Leitura combate esses números no Distrito 4730. Segundo Celida Helena de Andrade Vieira, coordenadora do projeto, o foco inicial era apenas criar o hábito de leitura nas crianças do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental. “Consequentemente, tivemos outros resultados, muito maiores do que esperávamos, e que mudaram nosso objetivo principal. As crianças melhoraram muito no quesito alfabetização e em áreas como história, geografia, entre outras”, explica. Somente na região do município de Pinhais, as crianças participantes do projeto tiveram uma melhora percentual de aproximadamente 2 pontos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).   O Linha de Leitura foi idealizado a partir de um método holandês, em que as crianças são testadas e niveladas de acordo com suas habilidades de leitura. A iniciativa fornece os materiais e agrupa as crianças em duplas com o mesmo livro durante 15 minutos. Em seguida, o desempenho das crianças é avaliado e a professora que aplica o teste determina qual o nível de leitura dos estudantes. São oito níveis e, dependendo do desempenho, as duplas podem ser reajustadas, unindo sempre as crianças que compartilham o mesmo nível.  “O resultado foi surpreendente porque os alunos têm liberdade de escolher os livros que querem ler. Utilizamos um material lúdico e distribuímos em cestas coloridas de acordo com o nível de leitura”, descreve a coordenadora. Celida também relata que o projeto costuma ser aplicado no início do ano letivo e “permanece na escola para sempre”.    Desde o início da iniciativa, o projeto Linha de Leitura já foi aplicado em cinco municípios do Paraná - Bocaiúva, Colombo, Curitiba, Pinhais e Ponta Grossa -, com a participação de aproximadamente 6 mil crianças. No momento, as atividades estão paralisadas até que seja possível o retorno em segurança das aulas presenciais nas escolas municipais. “Assim que as aulas voltarem ao normal, estaremos disponíveis para implantação em outras cidades”, afirma Vieira.   Como ajudar Saiba como apoiar o Rotary no desenvolvimento de iniciativas educacionais em: rotary.org/pt/our-causes/supporting-education.   Fontes: Taxa de analfabetismo no Brasil | Gazeta do Povo Apoio à Educação | Rotary Capacitação de Professores | Rotary Literacy | UNICEF

Localizar site dos clubes